Portugueses foram mais ao cinema em 2016

Salas totalizaram 14,8 milhões de espectadores, mas os filmes portugueses foram vistos apenas por 350 mil espectadores.

reuters
11 de janeiro de 2017 às 15:50Portugueses foram mais ao cinema em 2016
Em 2016 os portugueses foram mais ao cinema, com as salas a totalizarem 14,8 milhões de espectadores. Contudo, em comparação com o ano anterior, os filmes nacionais sofreram uma quebra nas audiências. Estes dados foram revelados hoje, pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

De acordo com o ICA, os filmes portugueses foram vistos por 350 mil espectadores, um número muito abaixo dos 940 mil contabilizados em 2015.

Apesar disso, a comédia de Pedro Varela, “A Canção de Lisboa” foi o filme mais visto, com 187.596 espectadores, gerando um lucro de bilheteira de 944 mil euros.

No top 10 dos filmes nacionais mais vistos estão ainda “O amor é lindo…porque sim!”, de Vicente Alves do Ó (31.476 espectadores), "Cartas da guerra", de Ivo M. Ferreira (21.880), "O leão da Estrela", de Leonel Vieira (17.733), "Axilas", de José Fonseca e Costa (4.651), ou "O ornitólogo", de João Pedro Rodrigues (4.057).

No total, em 2016, registaram-se 14,8 milhões de espectadores, nas mais de 550 salas de cinema portuguesas. Isso gerou mais 1,6 milhões de euros, face ao ano anterior, em termos de receita bruta de bilheteira. O ICA concluiu que em média cada bilhete custou 5,15 euros.

A animação "A vida secreta dos nossos bichos", de Chris Renaud e Yarrow Cheney, foi o filme mais visto pelos portugueses em 2016, com 604.055 espectadores.

Em 2016 estrearam 389 longas-metragens. Nesse ano ouve um equilíbrio entre as produções norte-americanas (164) e europeias (169), algo que não se verificou nas audiências, já que os filmes norte-americanos foram vistos por 78,8% dos espectadores e os europeus apenas por 8,9%.

Quanto à exibição e distribuição cinematográfica, a líder de mercado continua a ser a NOS Lusomundo. 

O ICA revela ainda que em 2016 apoiou financeiramente a produção de 47 filmes portugueses ou de co-produção portuguesa, alguns dos quais ainda por estrear em sala, como "Cabaret Maxime", de Bruno de Almeida, "Caminhos da Alma", de João Canijo, "São Jorge", de Marco Martins, e "Seara de Vento", de Sérgio Tréfaut.

A mesma entidade destaca ainda alguns dos prémios conquistados pelos produtores e realizadores portugueses, entre os quais "O ornitólogo", de João Pedro Rodrigues, distinguido em Locarno, a "Balada de um batráquio", de Leonor Teles, Urso de Ouro em Berlim, e "São Jorge", de Marco Martins, que valeu um prémio de representação a Nuno Lopes.
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