Ana Moura deseja cantar Sérgio Godinho e Jorge Palma

Entrevista à fadista, antes do seu concerto na Expofacic, em Cantanhede.

04 de agosto de 2016 às 11:40Ana Moura deseja cantar Sérgio Godinho e Jorge Palma
Em entrevista à Rádio Comercial no recinto da Expofacic, Ana Moura revelou o seu desejo de um dia cantar temas escritos por Sérgio Godinho e Jorge Palma. A fadista tem contado com a dádiva de várias composições de alguns dos maiores músicos da nossa praça, como Miguel Araújo, Márcia e Pedro Abrunhosa.

Jorge Cruz, líder dos Diabo na Cruz, foi quem lhe deu a canção Dia de Folga (deste último álbum, Moura) que o país tem cantarolado. «É um tema muito bonito. Quando me foi oferecido pelo Jorge Cruz dos Diabo na Cruz, apaixonei-me logo pela canção e presumi que as pessoas se pudessem logo identificar. É muito curioso porque é um tema muito transversal. Acontece-me ter muitos pais, de trinta e tal anos, a dizerem-me que os filhos também adoram a música e que sabem a letra toda». 

Será que o amigo e fã de Ana Moura, Mick Jagger (dos Rolling Stones), também já cantarola Dia de Folga? «Por acaso, nunca me cantarolou. Estive há uns meses com ele em Londres e esteve a assistir ao espectáculo novo que ainda não tinha visto. E gostou muito das novas músicas». 

Ana Moura já é uma repetente da Expofacic, onde actuou esta noite: «Estive aqui há dois anos com o Zambujo, ele com o seu concerto e eu com o meu. Foi incrível, estavam milhares e milhares de pessoas. Nalguns fados, estava um silêncio incrível. As pessoas vêm aqui mesmo para ouvir música».

Esse respeito do público também se fez sentir no concerto desta quarta-feira na grande feira agrícola e industrial de Cantanhede, mesmo que Ana Moura tenha levado à letra, e muito bem, o Fado Dançado, que cantou, e cujo conceito alargou a outros temas da noite, incluindo os famigerados Dia de Folga e, já no encore, Desfado.

Este enamoramento do fado pela festa também também se coloriu de folclore nacional, de que é exemplo-mor Valentim. De referir que o palco estava decorado por um curiosa borboleta gigante e luminosa. O leque foi um dos auxiliares de estilo para a sempre elegante Ana Moura, dotada de uma voz charmosa e em estado invejável. Não é de descurar o valioso e bem rodado quinteto de instrumentistas de apoio que Ana Moura deixou brilhar mais no instrumental (com boa guitarrada) quando foi trocar de vestido para a segunda metade do espectáculo. 

Foto: João Correia
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