Expensive Soul em entrevista: «estamos mais interventivos»

Novo álbum, "Sonhador", sai hoje para as lojas.

30 de junho de 2014 às 18:00Expensive Soul em entrevista: «estamos mais interventivos»

Apanhámos os Expensive Soul numa manhã de sol no Cais da Ribeira, no Porto, corria já a azáfama da promoção ao quarto álbum da dupla nortenha, "Sonhador". 

Dezenas de pessoas subiram o Douro ao som dos Expensive Soul, que tocaram alguns dos temas a bordo. No meio daquele ambiente, falámos com New Max e Demo a propósito do novo disco. «Estamos felizes, [o álbum] vem aí. É mais um filho. Vem com algumas lições, mas a principal é o progresso que é a palavra que melhor identifica o disco. É um álbum mais interventivo que os outros. Como temos o dom da palavra, somos obrigados a não fechar os olhos e a dizer o que sentimos». 

A alegria funk dos Expensive Soul continua a ter eco nas canções. «Este disco resume-se a viver um sonho. Ainda continuamos no sonho de estar na música, de continuar a dar concertos, de termos uma família além daquela que temos em casa. Nós somos felizes, por isso temos que o transmitir. Não vamos 'naquela de estar tudo mal'. Podemos dizer que está tudo mal mas de uma forma positiva. Podemos meter o dedo na ferida, mas o dedo mindinho». 

O 'Cupido', o primeiro single, foi um dos temas novos que mais impacto teve no seio da dupla. «Quando o Max me mostrou o 'Cupido', a música já estava praticamente feita. Vi que estava aqui um mega-single em que está lá tudo: sai com naturalidade e tem uma energia fantástica», exclama Demo.

'Saudade' é o segundo single a promover "Sonhador" que fez parte do alinhamento da actuação no Douro, interrompida pelo lançamento de balões amarelos que levavam os sonhos de cada um dos convidados. No balão dos Expensive Soul, seguiu mais um desejo: «gostávamos muito de exportar a nossa música, há um mar imenso de países que falam a nossa língua. Há ainda um grande preconceito de não levarmos lá [ao Brasil] a nossa língua. Fomos lá descobrir coisas e depois esquecemo-nos delas», lamenta New Max.

Entrevista de Joana Baptista ao serviço da Rádio Comercial.



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