Um homem a cumprir uma pena de seis anos numa prisão no norte da Índia recusou a liberdade condicional alegando que se sentia mais seguro dentro da prisão, na sequência da brutal segunda vaga de Covid-19 que se vive na Índia.
Ashish Kumar era professor e foi preso em 2015. Há meses que fez um pedido para sair em liberdade condicional, mas a autorização só chegou no passado 8 de maio, quando o Supremo Tribunal da Índia ordenou o descongestionamento das prisões por causa do surto de casos de coronavírus.
Ashish recusou então a liberdade condicional por se sentir mais seguro na prisão durante a pandemia.
Segundo o jornal britânico Independent, existem pelo menos 21 reclusos em nove prisões diferentes, na mesma situação, que recusaram a liberdade alegando que permanecer na prisão é mais seguro.
O diretor-geral da administração prisional, Anand Kumar, admite que podem existir outros motivos pelos quais os reclusos estejam a recusar sair da prisão. Uma delas é o facto do tempo que passarem em liberdade condicional terá que ser acrescentado ao período de punição.
Para além disso, ao saírem das instalações, os prisioneiros podem não ter acesso a alimentos e a cuidados de saúde, que estão disponíveis nas prisões. Ou seja, para além de estarem em isolamento do mundo exterior, há também nas prisões um controlo de saúde regular, e comida certa a tempo e horas, sendo que na prática podem acreditar que estão efetivamente mais seguros e saudáveis nas prisões.









