Global Teacher Prize Portugal - Parabéns ao vencedor!

PARABÉNS AO VENCEDOR!

 

Parabéns ao professor José Jorge Teixeira, vencedor do Global Teacher Prize 2018!

Obrigado por partilhar connosco o seu trabalho e nos mostrar como os alunos em Chaves contribuem para o desenvolvimento e para a inovação.

 

 

 

10 GRANDES FINALISTAS DA PRIMEIRA EDIÇÃO NACIONAL DO GLOBAL TEACHER PRIZE

A partir das 110 candidaturas validadas pelos auditores da PwC, o júri da edição de estreia do GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL elegeu os 10 finalistas. 

 

Celso Costa, é professor de Ciências e Humanidades, 3º ciclo e secundário, ensino privado no Porto.

Para além das aulas, desenvolveu um programa: O CSS Program que é um programa direcionado para o treino de competências transversais que possam capacitar alunos, neste momento entre o 9o e o 12o ano de escolaridade, para uma adaptação bem-sucedida ao mercado de trabalho. Decorrendo de um trabalho de investigação e desenvolvimento fundamentado em várias áreas e modelos da Psicologia (e.g. Psicologia Positiva, Psicologia da Performance, abordagens Cognitivo-Comportamentais e Construtivistas), alicerçado no conhecimento atualizado das Neurociências, e complementado com a experiência no contexto da Educação, o programa que consiste em 30 sessões, uma sessão por semana, de 90 minutos, que têm lugar após o horário escolar e ao longo do ano letivo.

Centrando-se no desenvolvimento pessoal e académico dos alunos, o CSS Program é orientado pela potenciação de 6 objetivos específicos: inteligência emocional, auto-estima & auto-confiança, empowerment (empoderamento), resiliência, bem-estar subjetivo e desempenho académico. Os resultados são extraordinários e muito diferenciadores.

 

Dulce Gonçalves, é professora do Ensino Especial, 3º ciclo e secundário, ensino público no concelho de Loures.

Criou o projeto Mentes Sorridentes, baseado em mindfulness, com o objetivo de aumentar os níveis de atenção e concentração na sala de aula, com reflexo no aproveitamento escolar e diminuir o número de ocorrências de natureza disciplinar.

Em 2014-2015, incorporou na sua prática pedagógica (alunos do 2o e 3o ciclos), no contexto específico da Educação Especial, no Agrupamento de Escolas João Villaret, em Loures, uma rotina de exercícios de treino da atenção plena e de visualização (vulgo mindfulness) com alunos que evidenciavam níveis elevados de ansiedade, dificuldades de atenção e concentração, baixa-autoestima e dificuldades na regulação emocional que tinham impacto na sua aprendizagem. Os resultados do seu trabalho têm sido altamente impactantes e transformadores.

 

Jaime Rei, é professor de Ciências e Robótica, 7º e 8º anos, ensino público, em Torres Vedras.

O ensino das ciências e tecnologia, nomeadamente das ciências da computação e robótica, para além da do conhecimento multidisciplinar que esta área abrange, só por si é motivador para a curiosidade dos jovens de hoje. O desenvolvimento de projetos tecnológicos é também uma forma de integrar alunos com mais dificuldades de integração na escola, mais tímidos, por vezes com alguns problemas de comportamento e também como forma de motivação para o sucesso escolar. O facto de ter alunos vencedores em concursos nacionais e internacionais, nomeadamente alunos premiados no prémio Ciência na Escola da Fundação Ilídio Pinho, consecutivamente desde 2008, assim como alunos Campeões Nacional em várias modalidades de robótica consecutivamente desde 2007, onde muitos deles se sagraram Campeões Mundiais por treze vezes no Robucup - Campeonato do Mundo de Robótica, contribui para a divulgação das boas práticas desenvolvidas, o que só por si e um elemento catalisador de responsabilidade e sucesso nos novos alunos.

A possibilidade de criar projetos em que os alunos se sintam úteis na sociedade, assim como proporcionar aos alunos a possibilidade de serem os atores principais na construção dos materiais e saberes a desenvolver nos projetos, é altamente transformadora na forma como os alunos se realizam e na forma como olham para a escola.

 

Joana Simas, é professora de História, 5º e 6º anos, ensino privado, na Amadora.

Trabalha a integração crescente da tecnologia nos projetos que desenvolvo ao redor do currículo de História e Geografia de Portugal. Divide os conteúdos programáticos em sete trabalhos de projeto que começam com a definição dos objetivos (previstos no currículo e que são facultados aos alunos) e culminam com uma apresentação; os grupos são formados democraticamente, dando aos alunos o poder de decisão (sempre com o seu aval); para cada projeto, sugiro uma aplicação ou plataforma tecnológica. Os alunos trabalham tópicos como a Revolução Francesa, recriando batalhas em Minecraft, criam bandas desenhadas no Comics Head para representar a Revolução Liberal ou animações no PuppetMaster para recriarem a Queda da Monarquia e a Instauração da República. A interdisciplinaridade também ocorre em muitos momentos; já desenvolvi projetos com temas como o Iluminismo que se interligam com as Ciências (circuitos elétricos), ou o Cerco de Lisboa com Matemática (funções quadráticas). Ao longo dos projetos, os alunos trabalham autonomamente mas com orientação. Os cursos que desenvolveu na plataforma iTunes U, incluem vídeos tutoriais, apresentações, sínteses, mapas conceptuais, entre outros. Estes cursos foram publicados no início do ano letivo 15/16, tendo, à data, o curso de 5.o Ano 7997 downloads e o do 6.o Ano 5287.

 

VENCEDOR: José Teixeira, é professor de Ciências, no Secundário, ensino público, em Chaves 

Professor de Física e Química numa escola secundária em Chaves, formador do Centro de Formação e colaborador do Laboratório de Didática de Ciências e Tecnologia da UTAD. Há 12 anos fundou, na Escola Secundária Fernão de Magalhães, o Clube do Ensino Experimental das Ciências (CEEC), com o intuito de conciliar ambas as vias de aprendizagem, formal e não formal. A articulação do ensino formal com as atividades do CEEC mostra, inequivocamente, que há uma melhoria significativa de progresso e aprendizagem dos alunos. O Clube do Ensino Experimental das Ciências (CEEC) tem como principal missão disponibilizar aos alunos do ensino secundário um local de debate e experimentação de ideias sobre ciência e tecnologia ou de outros assuntos do seu interesse. O CEEC é um espaço de ensino não formal, fora da componente letiva da disciplina, que trabalha em articulação com o ensino formal, realizado semanalmente, aberto a todos os alunos e de carácter facultativo, onde o ensino e a aprendizagem estão focados no aluno, cabendo ao professor o papel de supervisor e de dinamizador desse espaço. É aberto à comunidade, às iniciativas dos alunos e/ou professores, de custos muito reduzidos e que aproveita o material das escolas. É interdisciplinar, transversal e ajuda os alunos a encontrar a sua vocação.

 

Maria João da Silva Passos, é professora de Matemática e Ciências, 5º e 8º anos, ensino público, em Ponte de Lima

A utilização dos surfaces com caneta (pen), dos telemóveis e das aplicações educacionais do office 365 permitiram-me desenvolver prática educacionais mais inovadoras e motivadoras para os alunos. Fomenta nos alunos a vontade da procura, da pesquisa e do rigor. Aproveita aquilo que eles trazem com eles, e porque não podemos considerar que são “tábua rasa”, mesmo que seja empírico o conhecimento, faz por lhes provocar a “evolução conceptual” até atingirem o conhecimento cientificamente aceite. Tem feito workshops com os Encarregados de Educação dos alunos com o intuito de lhes explicar, através da metodologia de trabalho que utiliza, o modo como podem ajudar os seus filhos/educando a estudar em casa bem como a aprenderem, cada um ao seu ritmo. No fundo, se os alunos são pessoas diferentes, se têm vivências diferentes, também têm ritmos de aprendizagem diferentes, então tento proporcionar a cada um deles uma aprendizagem significativa ao ritmo de cada um. Em 2015/2016 fui nomeada pela Microsoft como “Microsoft Innovative Educator Expert” e em março, nos dias 8, 9 e 10 fui representar Portugal a Budapeste (Hungria), no Forum Internacional da Microsoft (# Hack The Classroom), pelas práticas inovadoras e motivadoras que utilizo na promoção da aprendizagem dos alunos.

 

Maria Francisca Serra, é professora do Primeiro Ciclo, ensino privado, em Lisboa.

Desenvolve uma abordagem que parte da Fusão entre a Ciência e a Criatividade: Tudo começa por adotar uma atitude, independente dos alunos ou do contexto, que valoriza a capacidade de criar relações inesperadas entre conteúdos distintos. Passa pela criação de um ambiente quase utópico em sala de aula, assente no respeito e na liberdade, estimulando os alunos a propor hipóteses, experimentar teorias, debater ideias, inventar soluções. Funde as ciências com a literatura e as artes, numa aprendizagem emocional, criativa e apaixonante onde impera a imaginação e a capacidade de se envolver com os assuntos, pluridisciplinarmente. Apresentarei estratégias concretas e atividades desenvolvidas no âmbito deste conceito. ? Acredita que Importa cada vez mais falar a mesma língua, deixar cair os muros dos conteúdos pré-definidos. Não podemos estar a falar de matemática e ignorar as suas ligações com a biologia, a língua e, até, com a emoção. Se por um lado devemos usar as ferramentas tecnológicas quando estão disponíveis (blogs, quadro interactivo, etc), por outro devemos dar um passo atrás e olhar para a forma como a aprendizagem era encarada na época do renascimento: a polimatia, como domínio amplo (e não estanque) de várias áreas do conhecimento, mesmo que aparentemente não relacionadas, ganhará cada vez mais presença. Para além disso, estimular a autonomia, a capacidade de questionar e de empreender, com recurso a ferramentas emocionais e à inteligência prática. Resumindo em poucas palavras aquilo que acredita ser a educação do futuro, seria isto:? Polimatia; criatividade; inteligência emocional e prática; empreendedorismo; fascinação; amor; respeito.? Os resultados do seu trabalho são amplos e altamente reconhecidos.

 

Maria Cristina Simões, é professora de Ensino Especial, 1º ciclo, ensino público, em Tondela.

Trabalha práticas educacionais inovadoras, pois assentam na implementação do constructo da QV aos alunos que apoia, com base em oito domínios: desenvolvimento pessoal, autodeterminação, relações interpessoais, inclusão social, direitos, bem-estar emocional, bem- estar físico e bem-estar material. Como metas, pretende desenvolver a independência, a participação social e o bem-estar dos seis alunos da UAM com quem trabalha. Este modelo tem vindo a ser amplamente trabalhado em termos internacionais.

A aplicação do constructo da Qualidade de Vida (QV) tem produzido excelentes resultados na sala de aula. Os discentes que apoia têm critérios de avaliação específicos, definidos nos seus Programas Educativos Especiais (PEI), na medida em que são alunos com multideficiência, com graves dificuldades no acesso ao currículo, dos quais dois têm doenças degenerativas. O sucesso das suas aprendizagens é de 100% e a qualidade de sucesso é de 96.77% , sendo alunos que gostam da escola, sentem-se felizes e muitas vezes não querem ir para casa.

 

Nelson Soares, é professor do pré-escolar, ensino público, em Ponta Delgada.

Na qualidade de educador de infância, desenvolveu investigação-ação em contexto de sala de atividades, tendo em conta problemáticas que ia encontrando junto dos alunos. As questões alusivas ao género e à cidadania entram na escola por intermédio das crianças, integrando o quotidiano escolar. Porém, subsistem dificuldades na sua abordagem, bem como muitas vezes este assunto é “esquecido”. Para colmatar estes pontos, criou um conjunto de atividades, visando a desconstrução de estereótipos de género. Confrontado com o número reduzido de literatura infantil, a fim de desmontar estereótipos junto das crianças, construiu uma história, intitulada Pipi e Popó – Apenas para quem educa! e a inventariar um conjunto de objetivos e propostas de atividades com base na exploração da narrativa. A aplicação destes conteúdos têm tido bastante impacto e têm-se revelado muito transformadores.

 

Rosa Oliveira, é professora de Português, 3º ciclo e secundário, ensino público, em Aveiro.

O projecto que desenvolve: “Narrativas de Vida” tem por objectivo ajudar os alunos a lidar com seus problemas, comprometendo-os com a escola, a família e comunidade.

Numa abordagem inclusiva, ensino muito mais do que português. Dinamiza oficinas de escrita com base em suas memórias / histórias da vida, permitindo conhecer melhor os alunos. Tem desenvolvido desde 2010 um método de investigação que auxilia a suplantar a escolarização com imaginação e criatividade, dando aos alunos a possibilidade de terem acesso à sua vocação literária natural e de recuperar o gosto por aprender, através do 'educurar', isto é , educar e ao mesmo tempo curar.

“Narrativas de Vida” é um projecto para melhorar atitudes e valores e aproveitamento escolar. Esta iniciativa teve um impacto importante nos resultados da turma. O curso inclui um estágio profissional em hotéis e uma prova de aptidão profissional. No final obtiveram Média de estágio: 18 valores; Média da PAP: 17 valores. Duas alunas tiveram nota máxima no estágio e uma aluna teve a pontuação máxima na PAP. Nas sessões, os alunos são encorajados a cultivar um pensamento mais amplo e a desenvolver a sua inteligência emocional e espiritual, a atuarem positivamente e de forma próativa na sua realidade, usando não apenas seu lado racional, mas também sua multidimensionalidade, potencial criativo, talento e intuição.

 

GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL 

O Global Teacher Prize é uma espécie de "Nobel" da Educação, ou seja, um prémio para professores com o sentido de destacar o seu trabalho e contributo extraordinário para a sua profissão. Este prémio nasce por iniciativa da Varkey Foundation, uma organização sem fins lucrativos com a missão de melhorar a educação.

O desafio é lançar prémios locais em vários países, sempre com o objetivo de acelerar o processo de valorização da profissão de professor em todo o Mundo, como motor da mudança e desenvolvimento. É um tributo à importância dos educadores e reconhece o impacto dos melhores professores nos estudantes e nas comunidades onde se inserem.

Qualquer professor português, desde o ensino da primeira infância até ao secundário, público e privado, passando pela educação especial, pode candidatar-se ao Prémio. Concorrem através da apresentação de projectos educativos. As candidaturas serão aceites até 25 de Março e podem ser feitas diretamente no SITE da iniciativa. O/A grande vencedor/a será conhecido dia 3 de Maio. O professor que apresentar o melhor projeto recebe um prémio no valor de 30 mil euros!!

A ideia é partilhar casos de sucesso na resposta às novas necessidades da escola e da sociedade e reforçar o papel do professor no desenvolvimento das crianças e do país. Soluções, Soluções, Soluções!

Acompanhe o evento no Facebook e convide professores a partilharem experiências! 

 

CALENDÁRIO:

- Abertura de candidaturas: 6 de Fevereiro

- Encerramento de candidaturas: 25 de Março

- Apuramento/anúncio de finalistas: 23 de Abril

- Divulgação de vencedor: 3 de Maio

 

 

 

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