HMB TOUR

Galeria


20 e 21 MAIO
Maputo.
Amanhece a chover e a visita pela cidade torna-se mais lenta.
A prometida ida  ao lendário Mercado do Peixe (por tantos recomendado) deixa-nos com a noção que a precipitada chegada do cimento a muitos destes locais traz conforto, mas apaga muitos traços de uma cultura local riquíssima.
Depois é tempo de voltar ao hotel e preparar o  ultimo concerto desta digressão; lobby do hotel, carrinha, camarim - as rotinas são as mesmas e a organização é exemplar. Ainda faltam umas horas, portanto aproveitamos para ver outros palcos e artistas. 
Mesmo antes de começar afinam-se guitarras, corrigem-se alinhamentos e combinam-se as dicas e os agradecimentos. Nunca nada é igual.
Tocar a seguinte ao gigante Paulo Flores é uma pesada responsabilidade, começamos mais tensos que o habitual mas quem manda é o publico e a festa começa logo nas primeiras notas do DIA D que tem agora novas roupagens.
Se há algo que esta digressão nos habituou foi que aqui dança-se sempre com um sorriso nos lábios. Acabamos com chave de ouro com Maputo a confirmar que (definitivamente) não perdem tempo a chupar limão :)

Dia de regresso: 1 viagem de três voos e quase 18 horas de aviões pela frente. Aproveitamos a oportunidade de passar algumas horas em Joanesburgo com alguns elementos chave da equipa do Instituto Camões que nos apoiaram de forma incansável e generosa nesta digressão e que agora iremos sempre rever como (grandes) amigos.
A escala seguinte no Dubai faz com que a primeira imagem que nos apareça seja a de Cristiano Ronaldo pelas paredes do gigantesco aeroporto tornado shopping de luxo na sua qualidade de embaixador das inúmeras marcas que o (tão bem) patrocinam.
Do outro lado do hemisfério temos família à espera, nestas duas semanas de separação, houve filhos que disseram papa pela primeira vez (pelo skype), familiares próximos que faleceram e cansaço redobrado para quem ficou sozinho a tomar conta da família e dos assuntos familiares.
Já não falamos nem rimos tanto e a chegada liberta as lágrimas e as saudades acumuladas; HMB é Amor e é Família e estavam ambos à nossa espera nas chegadas do aeroporto de onde partimos há duas semanas atrás.



19 e 20 MAIO
O lado romântico de todas estas viagens e experiências fica muito distante quando temos de sair às 4 da manha para apanhar aviões. Por outro lado, em conjunto descobrimos que o segredo é rir, rir muito de tudo o que nos rodeia e aprender (ainda mais) com toda esta experiência de vida.
Assim lá saímos do hotel em Gabarone as 4 da manha para susto dos empregados e seguranças que de nada sabiam.
Fazendo ligação para Maputo por Joanesburgo, significa que ficamos 5 infinitas horas no aeroporto, rodeados de souvenirs, na busca do wifi.
À chegada a Maputo, percebemos que chagámos sozinhos, as malas tinham ficado em parte incerta. O cansaço retira-nos a boa disposição.
Chegámos a cidade já de noite e somos salvos pelo jantar de peixe (o primeiro em quase duas semanas) proporcionado pela maravilhosa equipa do Centro Cultural Português em Maputo, que nos recuperam o animo e em troca são bombardeadas com todas as historias desta inesquecível digressão.
Nessa noite, ainda tentámos ir ao aeroporto  recuperar as bagagens que entretanto chegaram mas, “não vai dar, o funcionário da  alfandega saiu mais cedo”. Certo.
No dia seguinte quando  lá voltámos percebemos que, obviamente as bagagens não são  objecto de nenhuma atenção pela alfandega.
O resto do dia é feito de promoção em vários canais de TV, (onde percebemos que HMB é efetivamente uma banda popular por estas paragens) uma conferência de imprensa onde estão presentes os Artistas do Festival e onde o Héber e o X conhecem o Paulo Flores, um ídolo de infância.
A noite acaba já tarde com os ensaios no palco Gil Vicente e a surpresa de ver um Festival organizado e simpático. Uma grande forma de acabarmos esta digressão, hoje às 1:01 no palco principal do Festival AZGO!



18 MAIO
Finalmente chegámos ao primeiro dia Off desta tour e nada melhor do que aproveitarmos para conhecer uma das reservas naturais da África  do Sul, cuja fronteira dista pouco mais de 30 km.
Depois dos morosos (e divertidos) controlos de fronteira, o que nos aguarda é uma reserva com quase 750 km2 quadrados e uma viagem numa viatura adaptada entre os muitos animais selvagens que podemos ver bem de perto. 
Alguns acharam que foi demasiado perto  mas impossível não vibrar ao estar a 2 ou 3 metros de elefantes, chitas, leões e muitos, muitos animais selvagens. É admirável o papel daqueles que dedicam a sua vida a mostrar estes animais e a defendê-los da caça.
A nossa felicidade só é cortada por não termos por perto as famílias e a impossibilidade em registar todos os grande momentos desta aventura única.
Mas já noite e no regresso, estava reservado o maior susto de todos: no meio da estrada de terra batida e no meio da total escuridão aparecem-nos pela frente 4 homens armados com metralhadoras que obrigam a carrinha a encostar e toda a gente a sair com a bagagem . 
O Condutor que nos transporta não abre a boca e obviamente tudo de mau que nos pode acontecer, passa-nos pela cabeça. 
Nenhum deste homens têm divisas, radio ou identificação e só depois de alguns controlos dos passaportes e bagagem conseguimos perceber que são rangers do exército sul africano que combate a milionária caça clandestina que acontece por estas paragens.
Arrancámos aliviados mas ainda demora alguns minutos até que possamos rir do sucedido. 
O dia acabou num jantar num restaurante local onde alguns dos empregados ainda nos dão os parabéns pelo concerto do dia anterior. Dia longo, dia Rico.
Hoje é dia de viagem. Até já Maputo!




17 MAIO
Gaborone: Enquanto alguns de nós vai correr pela cidade, a equipa técnica segue para o enorme recinto da Molapo Crossing Piazza, uma zona comercial da capital Gaborone  que possui um enorme palco ao ar livre . A tarde arrasta-se com a chegada  gota a gota dos equipamentos e das respostas. Temos o primeiro doente, com o Héber a ser a primeira baixa da comitiva e a ter de ficar de cama altamente medicado até à hora do concerto.
Enquanto o vão buscar mesmo à hora do inicio, os responsáveis do recinto resolvem fazer uma pequena fogueira junto à mesa de som para a aquecer o espaço e os que por lá passam. Não sabemos se havemos de rir pela pratica habitual ou pela lógica simples destas pessoas que se vão abeirando da fogueira para se aquecer.
O concerto começa com pouca gente e praticamente sem nenhum português na assistência mas o que acontece a seguir ficará para sempre na nossa memoria: grupos de jovens vão-se juntando e dançando ao som da musica e cantando mesmo sem saber uma única palavra. A vibração é tal que a certa altura o “Amor é Assim” é tocado com ritmos afro e com palavras do dialeto local pelo meio.  Percebemos que esta energia torna o doente Héber num dínamo e como não há concerto dos HMB que não acabe com publico em palco, este não foi excepção. As pessoas estavam tão felizes, que no final vieram  fazer perguntas sobre nós. Um dizia “Too good to be free”,  outros “ But today is Monday?!” Todos nos abraçavam como se família se tratasse. Aqui não há selfies, aqui à sorrisos e uma felicidade impossível de descrever. Temos mesmo muito a aprender.
Durante muito tempo havemos de falar naquele concerto no Botswana. 




16 MAIO
As expectativas que se criam quando se encara um publico que pouco ou nada conhece sobre a banda tem sempre um misto de terror e de felicidade;  Junta-se a isto o facto de tocarmos na sala mais nobre da Namíbia (o Teatro Nacional ) perante todo o corpo diplomático.
Aos primeiros acordes do “Brilha”, que resolvemos trazer de volta para o alinhamento, a “casa” vestiu-se  de amarelo HMB e fez a festa: Angolanos, Brasileiros, Portugueses e óbvio, muitos nacionais, dançaram, gritaram e suaram (muito) durante quase hora e  meia, sempre em Português, sempre em festa.
Ouvir a lendária frase “Nunca pensei que fosse assim” é um dos maiores elogios que uma banda pode ouvir, principalmente tão longe de casa e dito por quem nunca ouviu e nem sequer fala a mesma língua.
14 de Maio fica na nossa memoria como um dos concertos mais memoráveis desta tour que ainda só vai a meio. E sabem que mais ? Temos uma gravação do mesmo que merece ser partilhada.
O dia seguinte foi um dia menos romântico e repleto de viagens de avião , passaportes, vistos, bagagens e esperas para chegarmos ao Botswana já com todo o comercio fechado e quase sem conseguir jantar por serem 21h - hora tardíssima por estas paragens. 
Valeu-nos o pessoal do instituto Camões que ao longo desta tour tem sido incansável em nos proporcionar todo o conforto e ajuda.
Hoje, tocamos no Bostwana, ao ar livre ( pela primeira vez).


14 MAIO
Ainda sobre o concerto no Zimbabwe:
Harare, permitiu duas coisas muito importantes: tocar para um público crítico ( dançarinos e actores todos estrangeiros ) e testar pela primeira vez um concerto HMB em inglês e, modéstia à parte, ganhar em ambas as frentes! 
Ter a honra de abertura de um festival com o prestígio do HIFA carrega um peso que só quem está  em África percebe. Significa qualquer coisa como tocar para uma plateia de críticos a um  nível internacional, com o peso de levar a língua portuguesa a um país que tem como língua oficial o inglês. 
A melhor forma de confirmar o sucesso,  será dizer que o Zimbabwe percebeu à primeira o que quer dizer Naptel Xulima :)
Ontem, mais uma  viagem. Estar em África quer dizer que os horários dos aviões são uma mera  referencia pois podem partir mais cedo. Não perdemos o avião, mas foi pura sorte pois saiu mais cedo do que o que estava escrito no bilhete.
Nada de mais.  
Hoje (dia 14)  esperamos uma sala cheia no Teatro Nacional da Namíbia. 
"O Amor é assim" mesmo que seja na Namíbia :)



12 MAIO
Pois é. Terminámos o nosso 4º dia em África. O dia mais longo desde o inicio da Tour.
O Zimbabwe, é um pais de gente muito pobre, mas feliz, todos sorriem independentemente das dificuldades. Impossivel não sorrir também.
É inverno, mas está um calor e um sol abrasador (sim, sabemos que aÍ continua a chover :) )
Ontem demos o nosso 2º concerto desta tour integrado num dos maiores Festivais Africanos, o Hifa. Tal como adivinhámos assim que saimos do aeroporto, o público é caloroso - gente quente que se manifesta quando gosta do que ouve e em Harare gostaram do que ouviram. Um concerto em que demos tudo de nós, e recebemos também na proporção certa. 
Hoje ( dia 13 ) seguimos para a Namíbia.
Sente África!



11 MAIO
A 1a noite já está feita.
Sentimo-nos em casa longe de casa.Parece que é mesmo verdade que não é preciso entender a letra para sentir a música e prova disso, no" Feeling" tivemos uma pacífica e muito acolhedora invasão de palco. O Bassline é um clube lendário, gostámos muito de lá tocar.
Agora é dormir umas poucas horas para estar no aeroporto as 5 da manhã. O Zimbabwe aguarda-nos!!



10 MAIO
17 longas horas de voo depois, chegamos finalmente ao nosso primeiro destino, Joanesburgo, onde amanhã (dia 11) iremos tocar no Bassline, um dos clubes mais emblemáticos da cidade. Aterrámos, passámos rapidamente pelo hotel para o check-in e tomar um banho e já estávamos novamente a entrar na carrinha em direção à residência da Cônsul para o jantar de boas-vindas a terras africanas. O nervoso miudinho está cada vez mais presente e estamos desejosos de subir ao  palco e perceber como o público irá reagir às nossas músicas!


9 DE MAIO
Primeiro os números assustam:
11 voos que significam mais de 2 dias e meio sem por o pé em terra africana. 60 horas em trânsito.
Uma quantidade de milhas aéreas suficientes para dar uma completa volta ao planeta.
5 concertos em 5 países, onde nunca sonhámos poder levar a nossa musica e que agora nos promovem e nos esperam com alegria.
Depois:
A surpresa das muitas  mensagens de alegria dos portugueses que nesses países tão longínquos aguardam a nossa chegada e nos vão ver ao vivo.
Sentimos essa responsabilidade acrescida de representar Portugal junto de quem está longe e de quem nos vai ouvir pela primeira vez.
Estamos prontos !
HMB Bora!



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